Como buscar seus direitos

Audiência trabalhista: o que esperar e como se preparar

Conteúdo revisado em 14 de julho de 2026, conforme legislação vigente.

A audiência trabalhista costuma ter uma primeira etapa de tentativa de conciliação entre trabalhador e empresa. Se não há acordo, o processo segue para a instrução, com oitiva de testemunhas e outras provas, e, posteriormente, a sentença. A presença do trabalhador é, em regra, esperada em cada uma dessas fases.

É normal a audiência parecer o momento mais assustador de todo o processo. Grande parte de quem procura orientação nunca colocou os pés em um fórum e imagina uma sala hostil, cheia de perguntas capciosas. Na prática, a audiência tem uma dinâmica bem mais estruturada do que a imaginação costuma sugerir, e conhecer essa estrutura previamente já reduz boa parte do desconforto.

A primeira fase: tentativa de conciliação

Ao chegar o dia marcado, a audiência costuma começar com uma tentativa de conciliação, conduzida pelo juiz, com a presença do trabalhador, da empresa e de seus respectivos advogados. Nessa etapa, discute-se a possibilidade de as partes chegarem a um acordo, encerrando o processo sem necessidade de seguir para as fases seguintes. Aceitar ou recusar uma proposta de acordo depende de uma avaliação de riscos e benefícios específica de cada caso — não existe resposta genérica de que fechar acordo é sempre a melhor opção ou de que seguir até o fim do processo sempre traz um resultado melhor.

Se não há acordo: a instrução

Quando a conciliação não é bem-sucedida, o processo segue para a instrução processual, que pode ocorrer na mesma data ou em uma audiência posterior, conforme a organização da vara. Nessa fase, ocorre a produção de provas mais aprofundada: depoimento pessoal das partes, oitiva de testemunhas e análise de documentos adicionais, quando necessário.

Fase da audiência O que acontece
Abertura Confirmação de presença das partes e seus advogados
Tentativa de conciliação Discussão sobre eventual proposta de acordo
Instrução (se não há acordo) Depoimento das partes e oitiva de testemunhas
Encerramento Encaminhamento para sentença ou continuidade em nova data

O que acontece se a empresa não comparece

A ausência da empresa, sem justificativa válida, pode gerar consequências processuais relevantes, como a chamada confissão ficta — quando se presumem verdadeiros os fatos alegados pelo trabalhador, justamente pela falta de contestação da outra parte naquele momento. Esse é um exemplo de como o comparecimento à audiência tem peso real dentro do processo, para ambos os lados.

Como se preparar

Não existe fórmula mágica para uma audiência tranquila, mas alguns cuidados fazem diferença:

  • Chegar com antecedência ao local marcado, evitando imprevistos de última hora
  • Levar um documento de identificação válido
  • Revisar previamente, com o advogado, os principais fatos e datas do caso
  • Vestir-se de forma discreta, como em uma reunião formal
  • Responder às perguntas com objetividade, sem se antecipar ao que não foi perguntado
  • Comunicar qualquer impedimento de comparecimento ao advogado com antecedência

A presença de um advogado orientando cada etapa reduz significativamente a insegurança desse momento — não porque elimina a seriedade da audiência, mas porque há alguém tecnicamente preparado para conduzir a estratégia e esclarecer dúvidas em tempo real.

Depois da audiência

Encerrada a instrução, o processo segue para a sentença, que pode ser proferida na própria audiência ou publicada posteriormente. A partir da sentença, abre-se a possibilidade de recurso para qualquer das partes que discordar da decisão, conforme o rito processual trabalhista.

Perguntas Frequentes

Dúvidas sobre a audiência trabalhista

Em regra, sim. A presença do trabalhador é esperada, especialmente na primeira audiência, de conciliação. A ausência injustificada pode gerar consequências processuais, incluindo o arquivamento do processo em algumas situações, por isso qualquer impedimento deve ser comunicado ao advogado com antecedência.

A ausência injustificada da empresa pode gerar a chamada confissão ficta, situação em que se presumem verdadeiros os fatos alegados pelo trabalhador na petição inicial, o que pode ser relevante para o resultado do processo. As consequências exatas dependem das circunstâncias de cada caso.

Costuma haver, sim, uma primeira etapa de tentativa de conciliação, na qual o juiz busca aproximar as propostas de trabalhador e empresa. Se não há acordo nessa fase, o processo segue para a instrução, com produção de provas, e a decisão sobre aceitar ou não uma proposta de acordo depende da avaliação de cada caso.

Recomenda-se uma postura respeitosa e roupas discretas, semelhantes ao que se usaria em uma reunião formal. Mais importante do que a formalidade da roupa é chegar com antecedência, responder às perguntas com objetividade e seguir a orientação do advogado que acompanha o caso durante toda a audiência.

Júlio Feltrim, advogado trabalhista

Júlio Feltrim (OAB/SP 277.072) é advogado trabalhista, especialista na defesa dos trabalhadores, com mais de 15 anos de experiência e mais de 5.000 clientes atendidos em São Paulo, Grande São Paulo e Baixada Santista. Sócio-fundador da Feltrim Correa Advogados, escritório premiado nacionalmente no Law Summit 2026.

Fale Agora com um Advogado

Este conteúdo integra o espaço pessoal de Júlio Feltrim. Para conhecer a atuação completa do escritório, visite feltrimcorrea.com.br.

Dê o próximo passo

Ir para uma audiência sem preparo aumenta a insegurança. Fale agora pelo WhatsApp e conte com orientação em cada etapa do seu processo.

Fale Agora com um Advogado